ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 11/11/2017

Os Preceitos de Russo

Se em 1986 Renato Russo cantava: “nos deram espelhos e vimos um mundo doente”, não é surpresa que depois de 31 anos mazelas sociais como o desafio de incluir surdos na educação brasileira persistam com tamanho estrago. Nesse viés, a falta de conhecimento aliada a falta de estrutura física fazem com que crianças, adolescentes e adultos se tornem vítimas de uma situação intolerante. Sob o mesmo ângulo, a conquista por isonomia acaba por ser entremeada de conflitos de interesse, invés de ser guiada por princípios de igualdade, liberdade e fraternidade.

Ainda no século XXI, existe uma espécie de intolerância que impede a isonomia de direitos, e por consequência o desenvolvimento social. Nesse meio tempo, o que prevalece é o pensamento da filósofa existencialista, Simone de Beauvoir: “é horrível assistir à agonia de uma esperança”. A essa conjuntura, a idealização de “ordem e progresso” fica submetida a inércia de engajamento. Na esteira do progresso, a preocupação em universalizar a educação é algo que deve ser compartilhado.

Noutro prisma, os desafios de inclusão são uma marca na história da humanidade, bem como, as tentativas de não levantar tal pauta. Visto que, o preconceito teve sua presença na formação de nações pelo mundo. De fato, a biologia mostra com Darwin que nem sempre o mais forte é aquele que sobrevive, e sim, aquele que melhor se adapta as circunstâncias. Sem dúvidas, o argumento explicítado deve ser uma preocupação, pois não é dever da comunidade de surdos no Brasil mudarem para ter acesso a educação. Face a isto, a implementação de mudanças deve partir do estabelecimento de tal tema em debates institucionais.

Em suma, verifica-se que o homem mudou mais nos últimos 100 anos a qualquer século precedente, conquanto, não significou que desafios sociais fossem solucionados. Em adição, é imperioso que os meios de comunicação divulguem para a população civil conceitos que levantem o preceito da inclusão de surdos na educação brasileira para que tal assunto não represente um tabu. Decerto, o Ministério da Educação em parceria com instituições de ensino podem fomentar fóruns de debates com a presença de psicopedagogos dando a possibilidade da existência de um fluxo de opiniões. Somando–se a isso, a fala de Renato Russo : “só você tem a cura pro meu vício”, isto é, a propagação da inclusão é a solução para uma sociedade que precisa ampliar a cidadania a todos.