ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 10/11/2017

O Brasil surdo pela minoria

A inclusão de deficientes auditivos, no sistema educacional brasileiro, encontra-se insatisfatório, apesar da Constituição vigente garantir o acesso à educação por todos. Depreende-se de tal análise que a dificuldade de comunicação tornou-se uma barreira para a formação de surdos no país, necessitando, pois, de uma reestruturação no ensino.

O reconhecimento tardio da Libra como segunda língua oficial do Brasil refletiu na formação de seus cidadãos. Através do ensino obrigatório do inglês expandido até para escolas públicas, à medida que a linguagem de sinais restringiu-se para a graduação no Ensino Superior - como opcional -, nota-se uma valorização do estrangeiro sobre o nacional.

Embora haja um incentivo do Estado na manutenção de um sistema inclusivo, com uso de ferramentas e materiais em braile ou sinais, os deficientes encontram alguns desafios, seja pela insuficiência desses instrumentos para todos, seja pela falta de garantia de iguais oportunidades no mercado de trabalho. A partir disso, muitos abdicam ao sonho da formação acadêmica.

Entre esses desafios, a existência do preconceito afeta diretamente o surdo. Podendo agir no psicológico, inferiorizando-o, ou com agressões físicas, tema que já motivou episódios na série americana CSI na tentativa de conscientizar o público, essa descriminação colabora com o baixo índice deles em instituições de ensino.

Por conseguinte, para que haja maior taxa de ingressão dessa minoria, é necessária atuação efetiva da sociedade na manutenção da inclusão, promovendo respeito às singularidades e incentivo ao aprendizado de Libras. Torna-se imprescindível, também, sua ação para pressionar o Governo Federal na garantia de cumprimento da Constituição do país. Só assim essas barreiras da comunicação cairão.