ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 11/11/2017

Segundo Aristóteles, o homem é um ser social. Com base nisso, sabe-se que em sociedade, todos são iguais perante a lei. Entretanto, percebe-se um transtorno na questão da integração de deficientes auditivos na sociedade, começando pela educação básica, cujo está em decadência de matrículas. Isto se comprova em uma pesquisa feita pelo INEP (Instituto Nacional De Educação Pública) desde 2011. Tendo em vista isso, nota-se um grande impasse na educação inclusiva no Brasil. Têm-se conhecimento que aqueles que necessitam da educação especial enfrentam dificuldades em sua formação, o que prejudica, inclusive, em sua formação profissional, sendo um atraso para o país. Isto ocorre devido a vários aspectos, tornando-se imprescindível que haja uma melhoria na educação.

Entre os problemas que o ensino inclusivo enfrenta, cita-se como exemplo, a falta de professores qualificados nas escolas para este tipo de ensino, o qual exige uma atenção especial. Vê-se como a causa disso a falta de verbas na educação para oferecer todos os recursos necessários, como cursos qualificadores a professores, ou aulas de libras (Língua Brasileira de Sinais). Não obstante, existe também o preconceito nas escolas, sendo prejudicial aos alunos surdos, pois muitas vezes são vítimas de bullying e exclusão. Isto, ocorre porque os outros alunos também não têm acesso a aulas inclusivas, para aprenderem a conviver com as diferenças e falar a língua de libras. Pode-se entender assim, a falta de motivos para alunos com deficiência prosseguirem sua formação estudantil.

Mediante isso, faz-se necessário portanto, que seja repensado o sistema de educação inclusiva para surdos no país. Assim como afirma Nelson Mandela “a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo” entende-se que o investimento na educação é de suma importância a evolução desta questão. Por isto, é preciso que o Ministério da Educação invista monetariamente nas escolas, criando um projeto como “Falantes da Mesma Língua”, inserindo-o na carga horária, onde se trabalhe as libras, e conteúdos de aceitação das diferenças, tanto para com os professores, como também para com os alunos. Concluindo-se então, estas ações devem ser realizadas para que seja facilitado o convívio com os surdos, afim de que seja cumprida a Constituição com eficiência, para assim ser desenvolvido o ensino especial no Brasil.