ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 09/11/2017

Em 2016 foi criada a Lei da Inclusão, a fim de eliminar os preconceitos e incluir os indivíduos com deficiência no ensino regular. A educação, de fato, é importante, entretanto, apesar das diretrizes brasileira assegurar esse grupo, as instituições educacionais não estão preparadas para receber deficientes auditivos.

A princípio, segundo o psicólogo Maslow, uma das necessidades básicas essenciais ao ser humano é a autorrealização. Partindo disso, as escolas têm o poder de promover o sentimento de capacidade, trazendo a autoconfiança, principalmente para aqueles que perderam a audição. Por conta da sociedade mostrar constante exclusão a esse grupo, muitos sentem-se incapazes. Com isso, acabam se fechando do convívio social desde cedo. Além disso, essa situação se agrava quando a pessoa tem que procurar a educação especial, perpetuando a discriminação dentro do ensino comum, a qual não convivem com as diferenças desde cedo, se torando um viés ao bullying.

Sob a ótica desse cenário, apesar dos professores ansiarem o acolhimento dessa parcela, falta estrutura. A maioria dos docentes não sabem a língua de sinais, por exemplo, o que dificulta a inserção de surdos nas escolas comuns. Por conseguinte, falta materiais próprios para esse tipo  de deficiência, tornando-se impossível a escola oferecer uma educação de qualidade. Ademais, acaba sendo dificultoso para as famílias que não têm condições de custear um ensino privado, já que não são todos os locais que possuem escolas especiais, trazendo a não democratização à essas pessoas.

Torna-se evidente, portanto, que para o ensino ser eficaz à essas pessoas surdas, é necessário investimento. O governo por meio do Ministério da Educação, deve criar concursos de especialização em libras para o corpo pedagógico, bem como orientar a equipe de como proceder com as singularidades desses estudantes, bem como o subsídio de tecnologia assistiva para as salas de aula. É válido, também, a distribuição de cartilhas para ensinar os alunos regular de como devem receber e respeitar as diferenças. Os professores podem includir trabalho em grupos e estender o curso de libras às aulas para os educandos regulares, pois assim os deficientes auditivo se sentirão mais à vontade e acolhidos. Espera-se, com isso, que o ensino seja mais inclusivo e, assim, democrático.