ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 09/11/2017

Portadores de consciência

Idem afirmação do filósofo grego Heráclito de que ninguém entra no mesmo rio uma segunda vez, a educação brasileira passa por desafios que põe em xeque o  ensino tradicional e seu imobilismo diacrônico. Vale ressaltar que um dos principais desafios é a educação inclusiva de surdos que, apesar de suas limitações, são cidadãos dignos de direitos.

Assim como na obra “Ensaio sobre a Cegueira” do autor José Saramago, a sociedade está imersa numa patologia alegoricamente reconhecida como “cegueira branca”, onde os indivíduos -alienados- não reconhecem o que ocorre a sua volta. Contexto esse observado na forma negligenciativa com que algumas instituições educacionais tratam  a segunda língua oficial do Brasil -libras- e por conseguinte a aprendizagem e a inclusão desse indivíduo portador de deficiência auditiva na sociedade.

Apesar de já estar resguardado o direito de todo portador de necessidades especiais p acesso à educação inclusiva nos mais diversos níveis vide constituição, a educação, segundo o pedagogo Paulo Freire, ainda é “bancária”, ou seja, não há dialética no processo de ensino. Portanto, uma educação ideal seria libertadora, tornando aluno e professor protagonistas no sistema educacional, facilitando a inclusão social à medida que a construção do conhecimento é concomitante à desconstrução  de barreiras preconceituosas das limitações da surdez.

Urra, portanto, a necessidade de findar a cegueira social através de campanhas midiáticas, financiadas pelo MEC, que incitem o respeito necessário com surdos a fim de nacionalizar a prática da cidadania. Por outro lado, as próprias escolas podem transcender ao ensino unidirecional arcaico para uma educação libertária cujo princípio seja  a formação do indivíduo consciente e a inclusão formativa, fundamental para o controle da sociedade e de senso crítico.