ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 09/11/2017
No livro “Extraordinário”, de R. J. Palacio, o jovem Auggie sofre de diversas deficiências físicas. Em tal obra, é tratado a respeito de sua primeira inserção em ambiente escolar, que apesar das dificuldades, é muito bem sucedida. Já fora dos livros, a realidade de deficientes no Brasil é extremamente difícil, principalmente relacionada à inclusão de deficientes auditivos no sistema de educação.
A Constituição Brasileira garante à nação o senso de igualdade e equidade perante todos, e da mesma forma, a legislação garante aos surdos seus direitos. Entretanto, o sistema educacional brasileiro tem se prontificado apenas às questões de inserção do portador, deixando de cumprir seu papel inclusivo neste quesito. Além disto, após a formação do indivíduo, diversas empresas e companhias não estão aptas a contratar um portador de deficiências ou optam por não fazê-lo, muitas vezes, ainda, por preconceito. Tais fatores agravam ainda mais a vida do deficiente.
Apesar de 24% da população brasileira ser portadora de alguma deficiência, apenas 0,5%, aproximadamente, está matriculada em alguma instituição de ensino, segundo dados do IBGE. Estes dados justificam o quanto a má inclusão e a marginalização do deficiente trazem malefícios à nossa sociedade, como o aumento das estatísticas de jovens graduados desempregados e uma estrutura social retrógrada sem a inclusão do deficiente físico, remetendo ainda à estrutura social da Grécia Antiga.
Devido aos fatos apresentados acima, medidas devem ser tomadas a fim de resolver o impasse. Com o intuito de garantir um ambiente preparado e seguro aos surdos, o Ministério da Educação, em conjunto com o trabalho de ONGs, deveria investir no acompanhamento de inclusão do deficiente auditivo em ambiente escolar, e da mesma forma assegurar o aprendizado de Libras entre os estudantes. Desta maneira, a escola se tornará um local de crescimento educacional e social.