ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 09/11/2017
Pitágoras, grande matemático grego, diz em um momento célebre de sua vida que é preciso educar as crianças para não ser necessário castigar os homens. Quiçá, hoje, ele percebesse oportuna sua citação. A postura de muitos brasileiros frente à formação educacional de surdos é uma das faces mais perversas de uma sociedade em desenvolvimento. Com isso, surge a problemática da exclusão, ligada profundamente à realidade do país.
Em primeiro plano, é importante destacar que na Grécia Antiga, portadores de necessidades especiais eram considerados um castigo divino. Também, segundo uma pesquisa realizada pelo IBGE, apenas 1% da minoria supracitada está inserida no mercado de trabalho. Nesse contexto, é perceptível o grande dilema que surdos enfrentam; haja vista que, mesmo contendo o princípio de isonomia, muitos ainda persistem em propagar a exclusão escolar, ignorando as consequências dessa prática.
Em segundo plano, é significativo mencionar que deficientes auditivos só tiveram acesso a educação durante e após o governo de Dom Pedro II. Contudo, somente uma pequena parte dos colégios públicos e privados hoje no país são adaptados corretamente. Além disso, a carência de fiscalizações nos ambientes escolares é um empecilho que impede o impasse de ser solucionado.
Portanto, medidas são necessárias para combater o desafio. Assim sendo, cabe ao Governo Federal, juntamente com o Ministério da Educação, selecionar um maior número de agentes públicos, por meio de cada município, a fim de aumentar as fiscalizações nos âmbitos de conhecimento, garantindo o acesso de surdos, promovendo as devidas modificações no meio, além de impor multas para quem não praticar tais mudanças. Dessa forma, o Brasil poderá criar um legado de que Pitágoras pudesse se orgulhar.