ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 09/11/2017

Historicamente a deficiência auditiva sempre foi um obstáculo enfrentado por seus portadores, de modo que estes fossem excluídos ou afastados do meio em que viviam: na sociedade espartana, pessoas nascidas com qualquer deficiência eram assassinadas logo após o nascimento, mesmo com a civilização pessoas surdas passaram a ser aceitas, mas nem sempre respeitadas. No Brasil, pessoas com esse tipo de deficiência também era segregadas e não tinham acesso a direitos fundamentais, entre eles, a educação. Tal cenário começou a mudar apenas há 160 anos atrás, com a criação do Instituto Nacional de Educação de Surdos, o que mostra que a inclusão deste público no meio educacional é extremamente recente, e portanto, pouco desenvolvida.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Inep, o número de escolas comuns é notavelmente maior que o número de escolas exclusivas à esse público, mostrando que há falta de estruturas destinadas à este. Tal fenômeno também é notado nos baixos índices de portadores de deficiência auditiva nas universidades e no mercado de trabalho.

Segundo Immanuel Kant: “O homem é aquilo que a educação faz dele”. Tal pensamento expõe que a educação que a educação forma mais o indivíduo do que sua própria situação. Sendo no caso do deficiente auditivo primordial na sua formação.

É necessário então que sejam tomadas medidas que assegurem a formação educacional destes. Por meio do Ministério da Educação, é importante uma maior distribuição de recursos financeiros à construção de escolas inclusivas e à capacitação de profissionais. Para que haja uma maior integração, pode-se tornar a linguagem brasileira de sinais uma matéria obrigatória nas instituições de ensino, além de garantir nestas reservas de vagas à portadores desse tipo de deficiência. No âmbito social é preciso que haja maior empatia e nenhum preconceito para com estes indivíduos. De modo que a surdez seja apenas uma barreira e que com a superação desta seu portador possa “ouvir” o mundo e sentir-se parte dele.