ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 09/11/2017
Estão ouvindo os surdos?
Somente no meio do século 19, os surdos obteram acesso à edução. Após isso, apenas em 2015 foi sancionada a lei que visa garantir a educação, em todos os níveis, como um direito a eles. Com isso, mostra-se necessário, como também desafiador, o preparado das instituições acerca desse direito, como forma de garantir o acesso e inclusão dos deficientes auditivos.
De acordo com Émile Durkheim, “o homem é um ser social”, este interage com fatos sociais e grande parte de sua sociabilidade é resultante da educação. Logo, o direito educacional dos surdos deve ser efetivamente garantido, apesar da coerção social, que ao invés de incluí-los no ambiente escolar, os fazem lidar com uma comunicação predominantemente verbal.
Além do ambiente escolar, mesmo com a formação educacional, os deficientes auditivos encontram dificuldade de inserção na sociedade, sendo necessário também educar o mercado de trabalho. Segundo Zygmunt Bauman, em sua obra “Tempos Líquidos”, a insegurança e intolerância ao que é diferente é algo presente na sociedade atual, gerando segregações e encarando algumas pessoas como dispensáveis. Isso ocorre com os surdos, que apesar da educação, não encontram espaço necessário.
Sendo assim, para que o direito à educação, o acesso e a inclusão dos deficientes auditivos seja efetiva, é necessária ação do estado. O governo deve ampliar a quantidade de escolas e classes bilíngues (libras), como fiscalizar a preparação e atuação dos profissionais atuantes nas escolas especiais. Além disso, devem estimular políticas de incentivos fiscais entre empresas, escolas e universidades para surdos, garantindo não só a formação educacional, como também favorecendo a inserção no mercado de trabalho. Diante de uma sociedade que inclui os deficientes auditivos, mostra-se que cada vez mais suas necessidades estão sendo ouvidas.