ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 09/11/2017
Usufruindo de Lírios
Jhon Locke, filósofo iluminista, já apregoava que desrespeitar o direito de alguns é o mesmo que procurar a desestruturação de todos. Na contemporaneidade brasileira, a formação educacional dos surdos ainda é um desafio para a genuína isonomia Constitucional. Nesse sentido, faz-se essencial que as escolas cumpram as premissas legais. Além disso, incluir essa parcela no mercado de trabalho é uma iniciativa importante a ser tomada.
Da Carta Magna de 1988 até a promulgação do Estatuto das Pessoas com Deficiência, são muitos os avanços obtidos para a equidade. Contudo, mesmo que a lei assegure a matrícula e a disponibilidade de aparatos, a acessibilidade nas escolas ainda é um ideal a ser alcançado. Segundo a revista Le Monde Diplomatique Brasil, 40% das instituições ainda não possuem profissionais capacitados ou materiais em libra para atender surdos e cegos. Assim, a terra brasílis afasta-se dos princípios de dignidade apregoados na Constituição.
Outrossím, de acordo com Émile Durkheim, todos os indivíduos são responsáveis pelo bom funcionamento da sociedade, Partindo dessa premissa, a exclusão das pessoas desprovidas de audição no mundo do trabalho configura-se como um prejuízo para o progresso da nação como um todo. Prova disso são os dados da Superinteressante que , em pesquisa, descobriu que os deficientes são 60% mais dedicados nas profissões que os outros funcionários. Logo, para consolidar o processo iniciado nas salas de aula, cabe as esferas incluí-los também em ofícios.
Parafraseando Carlos Drummond de Andrade, as leis não bastam, pois os lírios não nascem das leis. Portanto, faz-se necessário democratizar as responsabilidades no que tange ao desafio de formar surdos. Isso se dará através do Ministério do Trabalho, com a fiscalização de estabelecimentos para o cumprimento da cota mínima para deficientes. Às escolas cabe, disponibilizar aparelhos de acessibilidade, como também, professores capacitados e psicólogos. Por último, a sociedade civil pode cobrar o cumprimento da lei fiscalizando seus municípios e disseminando o respeito. Somente assim, a nação verde e amarela usufruirá dos lírios da inclusão social.