ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 09/11/2017
No Brasil, apesar de 26 de setembro de 1857, Dom Pedro II ter criado a primeira escola de educação para meninos surdos, ainda persiste os desafios de formação dos mesmos. Isso ocorre, seja pela falta de preparo dos docentes em dar aulas para os deficientes auditivos, seja pela falta de planejamento do estado brasileiro no preparo da formação dos mesmos.
É indubitável que a questão constitucional e sua aplicação seja uma das problemáticas. Mesmo que, a Lei 13.146 tenha sido um grande progresso na inclusão das pessoas deficientes auditivas, ainda há brechas que essas pessoas não tenham acesso por completo à educação. Seja pela falta de preparo dos professores em se comunicar ou ensinar essas pessoas, seja pela falta de inclusão nas escolas a oferta de ensino de Libra para os alunos. Ademais, ambos poderão desfrutar de uma sociedade igualitária e sem excluir pessoas com qualquer deficiência, pois de acordo com o filósofo Emmanuel Kant “o indivíduo é aquilo que a educação faz dele”. Outrossim, é notório que a falta de planejamento do Governo Federal, adjunto dos estados e municípios no preparo da formação educacional dos deficientes nas escolas. Devido, a dificuldade de reconhecimento dos mesmos no ambiente escolar, no mercado de trabalho e de reconhecer a língua oficial de Libras também. Ainda que, no artigo 5 da Constituição Federal seja assegurado o direito acesso à educação portadores deficientes, e dever de em empresas reservarem 10% da vagas para os mesmos, há brechas na falta de fiscalização do Poder Público.
Entende-se, portanto, que medidas são necessárias para resolver o impasse. O MEC deve planejar e inserir na grade curricular das escolas o ensino de Libras para os alunos poderem comunicar-se melhor com os surdos. Mas também, o preparo dos professores em sua formação acadêmica o ensino em Libras. Também, a criação de projetos sociais, como exemplo, o uso de tecnologia assistiva, para ampliar as habilidades funcionais dos estudantes surdos, como é feito no Instituto Federal de Tecnologia de Santa Catarina. Alunos desenvolveram o Ensino à distância para deficientes auditivos aprenderem de qualquer lugar.