ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 08/11/2017
Durante a primeira fase da poesia modernista no Brasil, autores como Mario de Andrade já valorizavam as diferenças e individualidades de cada indivíduo brasileiro. No entanto, nos dias de hoje a realidade é diferente, embora muito já tenha sido conquistado com os avanços nos meios de comunicação, a falta de atenção do governo frente a problemática da educação dos surdos é alarmante, e demanda discussão imediata.
Mormente, cabe sobrelevar o assunto de um ponto de vista sócio-político. De acordo com o princípio da inércia, formulado pelo físico e matemático Isaac Newton, um corpo tende a permanecer em seu estado de repouso até que forças externas atuem sobre ele. Analogamente, é preciso rever o quadro inercial do Estado frente essa problemática, pois é indubitável que o mesmo não esta cumprindo suas funções educativa e inclusiva, sendo a falta de profissionais qualificados o principal problema. Prova desse ocorrido, é o fato de que de acordo com o Inep, o número de surdos matriculados no ensino básico entre os anos de 2011 e 2016 diminuiu quase 20% ,tais dados evidenciam a forma como a falta de atenção do governo agrava o problema.
Entretanto, é inegável que com o avanço dos meios de comunicação, houve uma democratização do ensino, disponibilizando educação de qualidade a qualquer um conectado à rede. Fato que comprova isso é o crescente número de video-aulas acompanhadas por uma legenda em Linguagem Brasileira de Sinais ( Libras), principalmente no youtube- plataforma de acesso gratuito-, evidenciando a forma como a tecnologia pode ser uma importante aliada nessa missão. Destarte, fica claro que mesmo com avanços imprescindíveis, muito caminho ainda deve ser trilhado ate a acessibilização da educação à deficientes auditivos.
Portanto, medidas são necessárias para solucionar o impasse, o Ministério da Educação em parceria com o governo deve criar cartilhas e palestras a serem distribuídas em escolas públicas, visando assim preparar melhor professores e alunos pra uma convivência mais empática, cabe ao governo também, em parceria com o setor privado de tecnologia, disponibilizar um maior número de aparelhos eletrônicos às escolas, em troca de reduções de imposto nesse setor, só assim poderemos aprender a valorizar as diferenças, assim como os poetas modernistas.