ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 08/11/2017
O direito à educação é resguardado pela Constituição Federal e legislação infraconstitucional, no entanto, em decorrência da ineficiência de políticas públicas incapazes de dar uma resposta satisfatória às demandas especificas dos alunos com deficiência auditiva, percebe-se a diminuição do número de matrículas desses alunos ano após ano. È notório que os desafios no processo educacional desses alunos são maiores, mas o poder público não pode se furtar de suas obrigações com esses cidadãos, que são tão capazes quanto qualquer outro.
Nesse sentido, deve-se destacar que o entendimento que nenhuma corrente científica séria defende que os portadores de deficiência auditiva tenham menos capacidade de aprendizagem. O fato é que não possuir audição não interfere na capacidade cognitiva da pessoa, apenas muda a forma como essa pessoa capta os estímulos do mundo externo. Portanto a mesma informação passada por meio da fala em sala de aula, pode ser transmitida com a mesma eficácia para um deficiente auditivo com a utilização de Libras. Nesse momento, chegamos em um ponto sensível aos docentes: a necessidade dos professores possuírem fluência em Libras, a língua de sinais nacional. É de conhecimento público que a maior parte dos professores não possuem fluência em Libras, dificultando a comunicação com os alunos que possuem deficiência auditiva, prejudicando seu aprendizado.
Portanto, é necessária a tomada de ações para resolução da problemática apresentada. Primeiramente, as universidades devem criar de núcleos de estudo de Libras, fomentando a necessidade do domínio dessa língua pelos professores, aumentando o número de futuros professores com a fluência em Libras. Também deve-se criar nas escolas cursos de capacitação, ministrados por professores com domínio da língua, difundido o conhecimento de Libras entre os professores que já estão na ativa, sendo uma resposta com efeitos mais imediatos sobre os atuais alunos.