ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 08/11/2017
Na Grécia Antiga foi comum o ato de infanticídio de crianças deficientes, pois os espartanos não os consideravam aptos a atuarem no exército e nem na sociedade. Felizmente, essa realidade mudou e hoje, no Brasil, mesmo com a lei a seu favor, sofrem com a falta de inclusão efetiva em espaços educacionais, por conta de despreparo de profissionais e pelo ambiente pouco acessível.
Nosso país possui diversas leis que visam a integração de deficientes na sociedade e nos espaços de formação, um exemplo disso é a obrigatoriedade das escolas regulares aceitarem matrículas de portadores de deficiência e outro, são as políticas afirmativas, como o sistema de cotas em concursos de universidades. Porém, quando o indivíduo passa a frequentar estes lugares, encontra diversos obstáculos, como a dificuldade na comunicação e o despreparo de professores. Ainda que os cursos de licenciatura possuam a disciplina de Linguagem Brasileira de Sinais(LIBRAS), pouco são os docentes que procuram um aprofundamento na área a sim de receber alunos surdos e de fato promover a devida inclusão.
Ademais, outro empecilho encontrado nos ambientes de formação é a falta de recursos e acessibilidade. Mesmo estando em uma era tecnológica, pouco se vê a utilização desta ferramenta nas escolas e universidades públicas, a favor das deficiências. A sala de recursos é um ambiente inclusivo, obrigatório nas escola públicas, porém são pouco conhecidas, utilizadas e empobrecidas de materiais. Intérpretes também são raramente presentes nestes lugares, tornando-os pouco convidativos a quem necessita de atendimento diferenciado no seu processo de formação.
Torna-se evidente,portanto, que são necessárias medidas governamentais para amenizar o problema. O Estado em conjunto com o Ministério da Educação devem investir na formação de professores desde a universidade em em toda sua carreira de docência, oferecendo cursos gratuitos de LIBRAS e processos inclusivos. O Estado também deve utilizar-se da tecnologia para aprimorar os recursos das escolas, utilizando multimídias e aplicativos como ferramenta. Desta forma, oferecendo as devidas condições e tecnologias assistivas, poder-se-á obter a formação integrada não só dos surdos ou deficientes, mas de toda a comunidade escolar.