ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 08/11/2017

Desde a época da escravidão, convivemos rotineiramente com o preconceito, ainda presente na sociedade brasileira. Tratando-se de pessoas com necessidades especiais o cenário não é diferente tanto que, dia após dia, vê-se um certo despreparo de algumas escolas e empresas ao lidar com pessoas surdas. O que acaba deixando-as inferiorizadas no contexto social.

Nesse sentido, percebem-se alguns avanços ao Governo Federal sancionar em 2002, uma lei para reconhecer e oficializar a Língua Brasileira de Sinais (Libras). No entanto, também há a problemática da falta de estrutura e acolhimento aos surdos nas escolas, causando evasão escolar. Uma vez disse Immanuel Kant:" O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele." Ou seja, percebemos a necessidade de investimentos em institutos especiais de ensino ao surdo e o máximo suporte ao aluno carente, para que a educação inclusiva seja expandida, assim cumprindo-se o princípio de igualdade.

Ademais, outro fator importante é a formação e inserção dos deficientes no mercado de trabalho, em que algumas empresas mostram-se intransigentes ao não contratarem deficientes auditivos pois, não reúnem condições adequadas para adicioná-los ao seu quadro de funcionários ou não aceitam as diferenças. Desse modo, torna-se necessária a adoção de medidas para a resolução desse problema.

Em síntese, para solucionar esse impasse e acabar com a exclusão e preconceito contra surdos, o Governo Federal deveria ampliar as cotas reservadas aos deficientes e criar uma universidade de referência especializada no ensino de profissões, tendo como idioma oficial a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Assim, deficientes auditivos teriam condições igualitárias de trilhar o seu futuro.