ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 08/11/2017
A constituição federal brasileira, norma máxima do território nacional, garante em seu artigo Quinto, que trata dos direitos, direito a educação. Os surdos começaram a ter acesso a educação durante o império de Dom Pedro II, que criou no Rio de Janeiro a primeira escola de educação de meninos surdos. Porém somente em 2002, que a língua brasileira de sinais e libras foi reconhecida como segunda língua oficial do país. Nesse sentido foram lançados desafios para a formação educacional de surdos no Brasil.
De acordo com a Lei 13.146 de 2015, a educação constitui direito da pessoa com deficiência que devem ser assegurados por um sistema educacional inclusivo, de forma que o deficiente possa alcançar o máximo desenvolvimento de seus talentos e habilidades. Incube ao poder público assegurar, criar, desenvolver e implementar a oferta de educação bilíngue, em libras como primeira língua e em português como segunda língua.
O primeiro passo para encarar este desafio já foi dado quando o governo criou as leis citadas acima, obrigando o a inclusão do deficiente auditivo. Contudo surgem outras dificuldades que permeiam o preconceito. O índice de matriculas de surdos na educação básica em escolas especiais (exclusivas para deficientes auditivos) ainda é muito pequeno se comparados aos alunos matriculados nas classes comuns.
Portanto, fica claro, que os deficientes auditivos estão inseridos em processo de inclusão, claramente apoiados pelo governo, porém existe muito trabalho a ser feito, de forma a aumentar a porcentagem de alunos incluídos. O governo pode criar programas que incentivem o uso de tecnologia assistiva através do desenvolvimento de aplicativos de smartphone de forma a ampliar as habilidades funcionais dos estudantes. A sociedade pode contribuir valorizando as diferenças e não tolerando o preconceito, de forma que os excluídos se sintam mais acolhidos pelo próximo.