ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 09/11/2017

No Brasil, a comunidade de deficientes auditivos vem gnhando espaço na sociedade e nos processos educativos. Porém, ainda não é o bastante, já que, segundo dados do Inep, não há escolas especiais suficientes para tal parte da população. Obrigando-os, assim, a matricularem-se em colégios normais, o que lhes dificulta o aprendizado, visto que a maioria das escolas comuns não têm preparação suficiente para suprir as necessidades destes alunos.

Primeiramente, a separação entre as escolas normais e as especiais para portadores de deficiência auditiva não é discriminação. É uma forma de garantir uma educação de qualidade, tanto para os sãos, quanto para os surdos, como é previsto na Constituição Federal. Isto porque, um aluno surdo num colégio normal, muito provavelmente, seria excluído no ponto de vista social e, na própria aula, ficaria dependente de uma educação precária, já que as lições seriam destinadas aos alunos ditos normais e em português oral. Logo, é necessária esta distinção no processo educativo.

Por outro lado, os surdos que, com todo o mérito, concluem o ensino superior, são majoritariamente alvos de discriminação por parte dos empregadores. Porém, o que define a capacidade de alguém é mais psicológico do que físico. Não é por um indivíduo ser portador de deficiência auditiva, que é menos qualificado para a função. Este preconceito é recorrente e, em grande parte, ligado à dificuldade de comunicação entre os surdos e a sociedade.

Visto isto, entende-se que o Brasil, apesar dos esforços, ainda não possui uma infraestrutura que possibilita a total inclusão social dos surdos, tendo consequências muito graves para a formação do indivíduo com necessidades especiais. Logo, o Ministério da Educação deve adicionar à matriz educativa, por meio das escolas, uma disciplina cujo objetivo é ensinar a linguagem de sinais, como forma de possibilitar e facilitar a comunicação entre os surdos e a sociedade. Assim, haverá atenuação da exclusão social e, consequentemente, garantia da igualdade de oportunidades, que é a grande máxima do Estado Democrático de Direito.