ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 08/11/2017
Por volta de 1957, Dom Pedro II criou a primeira escola de surdos no Brasil. Hoje, embora haja a lei N° 13.146, que os garante alguns direitos, parte desses benefícios não são usufruídos na prática. Além disso, o preconceito gerado por parte da população torna os desafios ainda maiores aos surdos. Destarte, pode-se dizer que a visão de superioridade adotada por parte da sociedade e a má estruturação das escolas impossibilitam a formação educacional dos deficientes auditivos.
Em primeiro plano, é necessário uma reflexão sobre os meios sociais em que os surdos vivem. Segundo Zygmunt Bauman, em sua obra “Modernidade Líquida”, as relações humanas estão cada vez mais superficiais. Nesse contexto, pode-se dizer que a fragilidade das relações atuais colaboram com uma visão preconceituosa, afetando negativamente a vida dos surdos. Destarte, o preconceito nas escolas torna o desafio de formação educacional ainda mais difícil, fazendo com que deficientes auditivos não se matriculem nas escolas, com medo de represálias. Entretanto, não é viável que os direitos dos surdos sejam prejudicados por uma visão atrasada de uma parte da população.
Além disso, é necessário uma reflexão sobre o cumprimento da lei que dá direito aos surdos nas escolas. Embora o ensino de libras seja assegurado pela lei 13.146, grande parte das escolas brasileiras não adotaram essa medida, impossibilitando a formação escolar destes na sociedade. Destarte, o preconceito em consonância com a não formação educacional, torna mais difícil o adentramento no mercado de trabalho. Visto que o preconceito e a má estrutura das escolas afetam negativamente o acesso a formação educacional dos surdos, é preciso resolver esse impasse. Portanto, é necessário que o Ministério da Educação juntamente com as escolas capacitem professores com o ensino de libras, com didática inclusiva, possibilitando um ensino de qualidade para os deficientes auditivos. Cabe ainda aos Governadores distribuírem panfletos, nos fins de semana, desmistificando a visão de inferioridade em relação aos deficientes auditivos. Possibilitando o aumento de matrículas nas escolas.