ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 08/11/2017

Na Grécia antiga deficientes eram jogados ao mar pois eram vistos como aberrações diante à sociedade. Com o passar dos séculos essa barbaridade deixou de acontecer, entretanto as pessoas com deficiências físicas ainda sofrem, não por atos violentos, mas por preconceito e exclusão da sociedade, principalmente no que se refere a educação. Com efeito, diálogo entre sociedade e Ministério da Educação faz-se necessário.

Em primeiro plano, é preciso deixar a individualidade de lado. Para Zygmunt Bauman a sociedade está cada vez mais individual, a exclusão social de surdos e a dificuldade do acesso à educação confirma a teoria de Bauman, pois no Brasil não existe a cultura do aprendizado da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) nas escolas, aprendizado esse que deveria fazer parte do currículo do sistema educacional desde os primeiros anos escolares, afim de facilitar o convívio do indivíduo com surdez.

Nesse contexto, os surdos deveriam ser incluídos aos ambientes educacionais com mais facilidade. A capacitação dos profissionais da educação com a LIBRAS, tendência à inclusão social e educacional desses indivíduos. Mas enquanto as escolas continuarem omitindo a importância do aprendizado da língua brasileira de sinais, essa exclusão só tende a aumentar.

Urge, portanto, que a surdez seja vista como um problema social. As pessoas com deficiência auditiva devem ter acesso facilitado á educação como prevê a atual Constituição Federal. Cabe ao Ministério da Educação capacitar os professores da rede de ensino, para que possam passar esse conhecimento, não só para os alunos, mas também para a comunidade em geral criando cursos de LIBRAS para a comunidade. Assim os surdos deixarão de serem excluídos do meio escolar e profissional.