ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 09/11/2017
Ao se pensar a respeito da formação educacional de surdos no Brasil, é possível afirmar que esse tem sido um grande desafio, pois, os profissionais de educação, assim como as escolas e universidades, não estão preparados para esse tipo de inclusão. Além disso, o fator preconceito também funciona como barreira para tal grupo. O que aponta para a necessidade de investimento na capacitação de professores, bem como, na criação de um plano educacional que trabalhe a diversidade nas escolas e universidades.
O primeiro ponto para a reflexão é que as escolas e universidades brasileiras têm poucos profissionais com conhecimento em libras. O que acaba por dificultar e até impossibilitar a comunicação com pessoas surdas. E, se essas pessoas não conseguem entender o que os professores falam, acabam por não se sentir incluídas, levando -as ao afastamento do sistema educacional. Entende-se, com isso, que o investimento na formação desses educadores se torna premente. Pois, segundo a constituição de 1988, o direito à educação é de todos e dever do Estado. Por isso, essa garantia não pode ser negligenciada.
O segundo ponto para reflexão é que ainda há muito preconceito em relação a indivíduos surdos. E, assim como Rosseau acreditava, o homem nasce livre, mas a sociedade o acorrenta. Nesse sentido, é possível afirmar que a intolerância presente é um fator que impossibilita a inclusão de deficientes auditivos. Pois, com medo do que podem enfrentar nesses ambientes, acabam por se privar deles. Sendo assim, a elaboração de um plano educacional que trabalhe a diversidade nas escolas e universidades deve ser criado. Para que tal grupo não se sinta intimidado em um ambiente que deveria ser acolhido.
Assim, as necessidades apontadas devem ser atendidas para que a problemática seja resolvida. Para isso, é preciso que o poder legislativo crie um projeto de lei que torna o aprendizado de libras obrigatório para professores de escolas e universidades públicas. Pois assim, a barreira da comunicação será quebrada. Além disso, o Ministério da Educação deve elaborar um plano educacional que trabalhe a diversidade em ambientes educacionais, para que barreira do preconceito também possa ser derrubada. Só assim, quebrando fatores limitantes, que a inclusão de surdos e sua formação educacional seram pleno.