ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 08/11/2017
Durante a 2º Guerra Mundial, a Alemanha viveu um governo ditador liderado por Hitler, que era defensor da predominância de uma raça ‘‘pura’’ - a ariana - Nesse contexto, pessoas portadoras de qualquer tipo de deficiência eram vistas como amaldiçoadas, e por isso, eram submetidas à tratamentos que muitas vezes as levavam à morte. Dessa forma, percebe-se que essas pessoas sempre enfrentaram diversos desafios para conquistar seus direitos enquanto cidadãs. Tais desafios podem ser encontrados em todos os países, principalmente no Brasil, de forma específica na inclusão dos surdos no âmbito educacional.
No Brasil, atualmente, apesar de existir a Lei Brasileira de Inclusão (LBI), que assegura a capacidade dos deficiente de realizarem qualquer atividade na sociedade como as demais pessoas, e de existir um capítulo na Constituição brasileira que garante o acesso à educação para deficientes, como por exemplo, o ensino em libras para surdos, tais direitos são feridos devido à falta de infraestrutura nas escolas. Isso ocorre visto que a ineficácia governamental, que por vezes, trata o assunto como segundo plano, não investe em reformas e na aquisição de equipamentos auxiliadores no processo de aprendizagem de alunos surdos. Como consequência, tem-se o aumento progressivo de deficientes auditivos sem acesso ao ensino.
Entretanto, além das dificuldades educacionais, os deficientes auditivos também são vítimas de preconceito, tornando-se motivo de chacota e de brincadeiras de mau gosto, devido às suas limitações. Em face a isso, sentem-se desmotivados a continuarem seus estudos. Contudo, segundo o ator brasileiro Paulo Autran, o preconceito é fruto da ignorância e qualquer medida cultural para combatê-lo é válida. Dessa maneira, medidas fazem-se necessárias para o fim dos desafios educacionais vividos pelos surdos.
Torna-se evidente, portanto, que a formação educacional de surdos no Brasil enfrenta desafios que precisam ser erradicados. Sendo assim, para que uma mudança comece a ocorrer, a curto prazo, o poder Legislativo deve analisar as possibilidades de um aperfeiçoamentos nas leis que asseguram aos deficientes auditivos o acesso à educação, junto ao poder Executivo, que fiscalizará a eficácia e a aplicação das leis, com o intuito de garantir que estejam sendo respeitadas e funcionais na erradicação do problema. Ademais, o MEC deve ministrar palestras e debates abertos à participação popular, a fim de diminuir o preconceito e mostrar a importância da educação inclusiva. E por fim, campanhas publicitárias devem ser veiculadas pelos meios de comunicação do Governo Federal, como a TV NBR e o programa ‘‘Hora do Brasil’’, lembrando a população que todos tem direitos iguais, inclusive os surdos. Desse modo, será possível acabar com os desafios na formação educacional dos surdos no Brasil.