ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 08/11/2017
A desvantagem dos surdos na corrida estudantil
É incontrovertível que a conjuntura educacional é a principal forma de transformação e inclusão. Nesse viés, parafraseando Immanuel Kant, “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”, é imperioso a integração geral da geral da população brasileira em âmbito escolar. Contudo, entre o ano de 2011 e 2016, houve uma redução de, aproximadamente, 3 mil matrículas de surdos na educação básica, segundo o Inep. Portanto, a parcela deficiente do contigente demográfico brasileiro não está totalmente inclusa, apresentando desafios na sua formação.
Apesar da Lei nº 13.146, Art. 27 garantir como direito dos deficientes, observa-se que, na prática, hodiernamente, tal preceito normativo não possui total aplicação. Afinal, a discriminação diante das incapacidades físicas de uns é ascendente e empiricamente comprovada. Outrossim, nota-se o desafio enfrentado, também, através da difícil possibilidade de comunicação. Assim sendo, uma parcela mínima dos não portadores de deficiência comunicam-se através da Língua Brasileira de Sinais, mesmo sendo considerada a segunda língua oficial do país.
A primeira escola de educação dos deficientes auditivos foi fundada no governo de D. Pedro II, no século XIX. Todavia, de maneira análoga, constata-se que, no contexto hodierno, existem poucos centros educacionais devidamente preparados para incluir jovens surdos. Por conseguinte, suas oportunidades são reduzidas em detrimento de alunos que não possuem alguma deficiência. Assim, ficam atrás nessa “corrida” estudantil e, posteriormente, mercantil.
Portante, é imperioso que o Ministério da Educação (MEC) implemente cursos profissionalizante e de Língua Brasileira de Sinais (Libras) aos professores da rede de educação pública e privada. Em conjunto, é necessário que haja a criação de turnos opostos, em todos os colégios brasileiros, específicos para os deficientes auditivos, proporcionando, assim, um ensino mais abrangente e igualitário. Ademais, deve-se haver a implementação do aprendizado de libras à grade curricular estudantil.