ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 08/11/2017
Na liminar do século XXI, o Brasil foi levado a administrar, combater e resolver os desafios encontrados para a formação educacional de surdos. Mesmo o país tendo lançado a Lei 13.146 em 2015, que inclui como dever no estado dar acesso a educação aos deficiente, o não investimento na educação e a falta da empatia da sociedade são fatores que agravam a problemática em questão.
Paradoxalmente a constituição brasileira de 88, que aforma o direito de todos a ter acesso a educação, saúde e moradia e também a Lei lançada em 2015 que inclui os deficientes, a realidade atual difere disso. Segundo o Ministério da Educação, matrículas de pessoas surdas decaem drasticamente ao longos dos anos, consequência de um não investimento da educação, por falta de escolas adaptadas e professores capacitados para melhor atender esses alunos.
Nota se, também, a falta de empatia da sociedade para com os deficientes como um segundo agravante. Tal acontecimento pode ser explicado pelo sociólogo Zygmunt Bauman, na sua obra ‘‘Amor Líquido’’, que fala sobre a falta da empatia social, pois as pessoas fogem das relações interpessoais. Com isso, acontece um distanciamento da sociedade com os deficientes auditivos e com os desafios que eles encontram para a acessibilidade a educação.
Torna se portanto, evidentes os desafios para a formação educacional dos surdos no Brasil. Por essa razão, o Estado em conjunto com o Ministério da Educação devem investirem em escolas adaptadas com materiais em libras e também na capacitação dos professores, oferecendo cursos da língua brasileira de sinais, fazendo assim a acessibilidade acontecer. Ademais, também o Ministério da Educação em sociedade com as escolas e mídia, implantarem palestras e propagandas que enfatizem como é importante a inclusão e adicionando aulas de ética nos ensinos infantis, fundamentais e médios, assim ensinando os alunos a empatia social. E então, fazendo de fato um Brasil para todos.