ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 07/11/2017

Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Nesse sentido, a formação educacional de surdos no Brasil ainda é um desafio, visto que o preconceito e falta de oportunidades são visíveis na sociedade. Logo, o acesso de deficientes auditivos à educação no país é baixo, ainda que muitas leis foram criadas em prol da problemática. Para tanto, muito tende a ser feito e discutido a respeito.

Em primeira análise, o preconceito e a falta de aceitação por parte da sociedade é um fato na qual se estende desde o período da Segunda Guerra Mundial onde a perseguição contra aqueles considerados inferiores à raça ariana -incluindo deficientes- era grande. Além disso, os surdos se encontram em minoria no mercado de trabalho, visibilizando a falta de inclusão e oportunidades para os mesmos.

Contudo, o problema está longe de ser solucionado. Nas escolas, a falta de estrutura e profissionais em libras (segunda língua oficial do país) reforça a importância de investimentos nessas instituições. Segundo dados do INEP, a matrícula de surdos na educação básica teve uma diminuição significativa e 2011 a 2016, indicando um maior aumento da exclusão desses indivíduos.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. É necessário que o governo Federal juntamente com o Ministério da Educação, invista uma maior parcela dos impostos arrecadados em recursos acessíveis para surdos nas escolas, afim de que recebem ensino de qualidade na qual todo deficiente tem direito constitucional. A promoção de vagas de emprego e palestras em instituições públicas em prol da integração destes também seriam eficientes, amenizando assim, os diversos desafios educacionais que o Brasil enfrenta.