ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 07/11/2017

Um obstáculo para superar

Definitivamente, a constituição de 1988 concedeu a todos os cidadãos igualdade perante a lei, pelo princípio da isonomia. Entretanto, apenas em 2015 uma lei específica a respeito dos processo educacional dos surdos foi aprovada. Nesse sentido, dois fatores não podem ser negligenciados, como o individualismo presente na sociedade contemporânea e a falta de investimentos e efetividade do Estado quanto a educação dos surdos.

Em primeira análise, cabe pontuar que deficientes físicos são desfavorecidos desde a falta de mobilidade urbana até a sua inserção no mercado de trabalho, pois numa sociedade fruto do capitalismo exarcebado, em que a disputa por uma vaga no mercado é enorme, aqueles ditos “defeituoso” são os primeiros a perderem as oportunidades, visto que essas são limitadas e o Estado não faz uso do seu poder para equiparar a disputa.

Ademais, convém acentuar que de acordo com o Imperativo Categórico, exemplificado por Kant, devemos agir de forma ética como um princípio universal, contudo, o que está presente na lei diverge com a realidade, visto que desde 2012 o número de matrículas de surdos na educação básica reduziu significativamente, fruto da falta de qualidade e investimentos na educação como um todo. Assim sendo, lei para inglês ver não é a solução.

Urge, portanto, de acordo com os fatos supracitados a adoção de medidas para atenuar o problema. Primeiramente, cabe ao Governo Federal enviar recursos para as prefeituras a fim de ampliar o número de escolas voltadas para os surdos. Ademais, cabe ao Ministério da Educação reservar vagas nas escolas comuns exclusivas para surdos e ao Ministério do Trabalho exigir que as empresas  possua funcionários deficientes auditivos.