ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 08/11/2017
O Estudante Artie, do seriado “Glee”, por ser deficiente, passa inúmeras frustrações, como o preconceito e o despreparo dos ambientes que ele frequenta. Saindo da ficção, as dificuldades enfrentadas por pessoas com deficiência auditiva são cada vez maiores e desumanas, pois os deficientes lutam contra diversos desafios em sua rotina, como a mobilidade na cidade e escolas mal preparadas para recebê-los. Desse modo, tornam-se necessárias mudanças para resolver a questão.
Inegavelmente, os deficientes já conquistaram, através de muita mobilização, diversas conquistas. A Lei Brasileira de Inclusão, veio para garantir diversos direitos, como a empregabilidade e o acesso à educação. Todavia, a realidade dos deficientes reflete grandes desafios e essa lei, até agora, não mostrou grandes resultados. É necessário que ocorra a adesão de medidas a curto prazo, pois a garantia de atendimento prioritário não é tão eficaz, quando se percebe que a principal dificuldade é a sua mobilidade na cidade. Com isso, é notável a existência de problemas como sinalização precária e a ineficiência dos transportes públicos que sem o uso de tecnologias viáveis para atender essa minoria são as principais dificuldades do deficiente, que, muitas vezes, opta por ficar dentro de casa e pedir ajuda a terceiros, abrindo mão de seus direitos e autonomia. A exemplo disso, pessoas com deficiência auditiva protestaram em frente de um cinema, na cidade de Florianópolis, pois apesar de possuir acessibilidade para cadeirantes, não possuía filmes legendados. Sendo assim, é de fundamental importância a reversão desse cenário.
Outrossim, as escolas mal preparadas para receber os deficientes auditivos são preocupantes, tendo em vista que é dessa instituição que deveria vim o maior apoio e motivação para os deficientes continuar os seus estudos e se inserir no mercado de trabalho. Entretanto, de acordo com o filósofo Platão, a direção a qual a educação se inicia a um homem irá determinar sua vida futura. Ao contrário disso, uma pesquisa realizada pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas), comprovou que mais de 98% dos deficientes já sofreram algum tipo de preconceito dentro da escola, e que isso, aliado a falta de preparo da instituição, foi desestimulante. Como resultado, esses cidadãos são excluídos socialmente, por não terem acesso adequado ao sistema educacional. Desse modo, essa realidade traz à tona a importância da escola como ferramenta de inclusão e aponta que a capacitação dos docentes para atender esses alunos é de extrema urgência.