ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 10/11/2017

Além disso, outro fator influenciador desse problema é a falta de visibilidade dada aos surdos pelo governo. Mesmo que o direito à educação para eles seja garantido pelos artigos 27 e 28 da Lei nº 13.146, são poucas as instituições voltadas especialmente para este tipo de necessidade nas cidades brasileiras. Segundo dados do Inep, em 2016, cerca de 22 mil alunos com deficiencia auditiva foram matriculados em classes comuns do Ensino Básico, enquanto somente 5 mil estavam em turmas especiais. Essa grande disparidade demonstra a ausência de políticas inclusivas, e que, por consequência, leva a um debilitado desenvolvimento intelectual e social, uma vez que, dificilmente, um aluno surdo estará recebendo a atenção necessária em uma turma com alunos sem deficiência. É necessário, portanto, que providências sejam tomadas o quanto antes, para que a problemática exposta possa ser mitigada. Logo, medidas como a implantação de mais centros educacionais e profissionalizantes para deficientes auditivos devem ser realizadas pelo Ministério da Educação, a fim de que, com escolas especializadas que forneçam um ensino qualificado, além de atividades socioculturais integradoras, possa haver uma formação de qualidade para esses. É imprescindível, também, que o Ministério dos Direitos Humanos desenvolva programas que visem a inclusão e a visibilidade dos surdos, para que, com vagas reservadas obrigatoriamente para eles em empresas e nas Universidades públicas, haja o aumento da inserção das diferenças nesses ambientes, ao passo que o preconceito enraizado é combatido. Espera-se, assim, que a população brasileira surda seja cada vez mais respeitada e valorizada, tendo o pleno acesso aos seus direitos e contribuindo para o desenvolvimento do páis.