ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 07/11/2017
“Fale, para que que eu possa te ver”
Ao se deparar com um surdo tentando compôr uma música, seria correto aconselhá-lo a desistir? Se sua resposta for sim, então a 9ª Sinfonia de Beethoven não seria finalizada. Isto exemplifica o porque de, apesar dos avanços atuais em combater a discriminação com deficientes auditivos, o problema não ser tão simples de se resolver.
Conviver com as diferenças é a grande pauta do século XXI. Muitos questionam o motivo de haver tanta dificuldade na convivência. Há duas explicações, sendo uma biológica e outra histórica. A primeira trata-se da dificuldade do cérebro de aceitar informações diferentes das já assimiladas, e ao ter contato com alguém diferente, considera-o como errado. Já a segunda vem do fato de tempos atrás deficientes em geral serem considerados como improdutivos ou amaldiçoados, e ,como houve manutenção desse princípios, eles perduram até hoje.
Analisando o caso dos surdos, encontra-se outra adversidade, na forma da incapacidade de comunicação. Por utilizarem uma linguagem própria, a qual a maioria não domina, acabam tendo dificuldade em terem relações, já que nosso convívio é definido grandemente através de diálogo.
Se a problemática é intrínseca à falta de comunicação, ela é justamente o que deve ser atacada. O Ministério da Educação deveria tornar obrigatório o ensino de Libras a todos, além de oferecer mais possibilidades de cursos de especialização nesse idioma para capacitar professores, criando facilidade na comunicação e quebrando essa “barreira do som”.