ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 07/11/2017
Vozes verde-amarelas inaudíveis!
“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, muda-se o ser” pensamento feito por Camões, o qual ilustra a necessidade de mudança, que todos devem ter seu espaço e aceitação em um meio social atual. Desde o período colonial, até o presente, conclama-se que são árduos os desafios de educar os deficientes auditivos na nação tupiniquim. Por conseguinte, expõe uma sociedade desinformada sobre o tema e escancara uma área tecnológica que pouco investe no mesmo.
Indubitavelmente, o Brasil contém uma educação falha; portanto; consequentemente, há dificuldades em obter-se uma isonomia verdadeira. Desse fato, que além das formalidades, deve ser obtido através de políticas públicas que transmitam informações sobre indivíduos com deficiência e incluam-nos no seu círculo social. Nesse viés, uma inclusão para qualquer tipo de pessoa depende de uma população preparada para isso e de um governo aberto ao diálogo.
Para o filósofo Jürgen Habermas, qualquer discussão exige ser resolvida por meio do diálogo entre ambas as partes, conforme diz sua teoria “ação comunicativa”. Sob essa perspectiva, para existir uma comunicação entre surdos e pessoas sem deficiência, precisa-se de uma indústria tecnológica avançado no setor, que facilite traduções e integre os idiomas de libras e português de uma forma mais dinâmica. A tecnologia floresce como a melhor “ponte” para integrar esses grupos distintos.
Infere-se que apesar dos obstáculos, inflama-se um possível cenário de modificação para os deficientes auditivos. Com um incrível alcance, a internet pode ser melhor instrumentalizada, ou seja, utilizar ferramentas que auxiliem os surdos a acessarem informações e aprenderem com isso, como campos de tradução especiais em sites educativos e governamentais. Ademais, empresas tecnológicas urgem receber isenções fiscais para trabalhar e desenvolver esse meio, para capacitar profissionais e desenvolver novos softwares. Registra- se que com uma sociedade mais culta (im)possibilita-se uma nova rede de inclusão e apoio.