ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 07/11/2017

De acordo com o filósofo John Locke, é dever do Estado garantir direitos iguais a todos os cidadãos. Nesse sentido, a inclusão e formação dos surdos nas instituições educacionais deveria ser uma realidade. Contudo, observa-se um despreparo das escolas para inclusão desses indivíduos. Sendo assim, vemos que esse ideal é visto no âmbito teórico e não desejavelmente na prática, sendo necessário discutir as consequências e desafios do problema.

Em primeira análise, é válido ressaltar os impactos sociais ocasionados por essa problemática. Embora a Constituição Federal de 1988 garanta acesso à educação para todos os brasileiros, isso não ocorre de fato, visto que - segundo o portal G1 - houve uma alarmante queda de 25% do número de alunos com deficiência auditiva presentes nas salas de aula de ensino básico. Sendo assim, verificamos que esse impasse está diretamente relacionado aos ideias de Locke, em razão da alarmante segregação desses indivíduos das escolas e, infelizmente, do concorrido mercado que a cada dia exige um ensino básico.

Outrossim, diversos problemas dificultam a solução desse impasse. É indubitável que a maior parte das escolas não vem cumprindo seu papel efetivamente, pois não apresenta professores que sabem Libras para o ensino dessa língua que por lei deveria existir e tampouco uma comunicação com os alunos portadores dessa deficiência. Além disso, vários desses alunos sofrem preconceito e são menosprezados nas escolas por um desconhecimento dos seus colegas a respeito de suas limitações.         Portanto, para que os ideias de Fraternidade, Igualdade e Liberdade sejam garantidos defendido pelo iluminista Locke, é necessário ações governamentais na inclusão dos surdos no Brasil. Sendo assim, cabe ao MEC implantar o ensino da língua se sinais em todas as escolas, por meio da inclusão dessa disciplina na Base Comum Cirricular, com professores capacitados e ensino obrigatório. Essa iniciativa teria a finalidade não só de garantir o acesso a educação aos deficientes auditivos, mas também a inclusão destes no mercado de trabalho e sociedade como um todo. Além disso, as escolas devem realizar oficinas em que se debata a importância desses indivíduos nos centros educacionais, mostrar que deficiência não é sinônimo de incapacidade e, assim, diminuir a discriminação a essas pessoas.