ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 07/11/2017

No século XVII, Thomas Hobbes já dizia que o ser humano é o predador de si mesmo. Apesar de ser uma afirmação antiga, ainda é aplicável na atualidade, em que a formação educacional de surdos no Brasil passa por dificuldades devido ao fato do aprendizado de libras não ser obrigatório no ensino básico e superior e também da falta de conhecimentos dos deficientes auditivos sobre seus direitos.

Primeiramente é válido afirmar que a não obrigatoriedade do aprendizado de libras no ensino básico e superior contribuiu muito para a formação educacional precária dos deficientes auditivos. Isso porque tal problema continua a existir devido à dificuldade de comunicação entre o docente e o aluno. Logo imprescindível que haja políticas educativas para que tanto alunos como também o professor tenham domínio da língua brasileira de sinais para que possa haver uma transmissão de conhecimento cada vez mais eficiente.

É válido ressaltar, ainda, que alguns deficientes auditivos não conseguem ter um bom desempenho em provas por não conhecerem os seus direitos. Tal fato ocorre pois, nem todos sabem que é possível solicitar tempo adicional, conselho de um profissional capacitado e concorrer a vagas na sua própria modalidade. Prova disso, é que segundo o portal G1, o número de candidatos com deficiência aumentou consideravelmente com a implementação deste recurso.

Portanto, estratégias são necessárias para resolver o impasse. Dessa forma, o Ministério da Educação deve tornar a língua brasileira de sinais uma matéria obrigatória para o ensino básico e superior. Ademais, a mídia por ser uma formadora de opinião pode contribuir para uma mudança de pensamento abordando o tema em jornais, novelas e debates.