ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 07/11/2017

Apenas no governo de Getúlio Vargas, com a constituição de 1934, que houve a criação do ensino público e gratuíto, de tal forma a democratizar a educação. Hoje, no entanto, mesmo com os avanços sociais que essa conquista passou ao longo dos anos, as pessoas com deficiências  não foram postas em prioridade. Haja vista que faltam profissionais qualificados que saibam libras para lidar com os estudantes surdos, como também a insuficiência de políticas pública de inclusão social. Visto que existe um esteriótipo preconceituoso de que eles são incapacitados, principalmente no mercado de trabalho.

Primeiramente, a falta de estrutura na formação educacional gera problemas sociais. De fato, a falta de qualificação de profissionais da educação , torna o aprendizado debilitado para as pessoas com necessidades especiais, como também a ausência  do ensino de libras na formação acadêmica da sociedade, gera uma exclusão dos alunos com deficiência , tanto na escola como na sociedade. Dessa forma, confirma a terceira lei newtoniana, no qual afirma que toda ação gera uma reação.

Somado a essa questão política, a falta de programas que visem a inclusão das pessoas surdas na sociedade e no mercado de trabalho, ocasiona uma segregação social.Visto que são a imagem social dessas pessoas são de seres incapacitados, no qual veio de uma construção histórica excludente, dessa forma, essas pessoas encontram dificuldade na hora de encontrar trabalho, pois as empresas privadas evitam contrata-las. O que demonstra a importância da educação na transformação da sociedade, como dizia o pedagógo Paulo Freire.

Torna-se evidente, assim, a falta de políticas educacionais e sociais destinada as pessoas com deficiência como propulsor  da exclusão social. Portanto, é importante que o Ministério da Educação inclua na Lei de Diretrizes de Base a obrigação do ensino de libras em todas as etapas da formação acadêmica, como também investimento na qualificação de profissionais da educação , por meio de cursos nas universidades. Vale ressaltar também que é necessário o papel da mídia n quebra de esteriótipo, por meio de incentivos fiscais da Receita Federal que visem a criação de campanhas que demonstre a importância do respeito e diversidade na sociedade, por meio de oficinas nas comunidades.