ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 07/11/2017
“Tornou-se aterradoramente claro que a nossa tecnologia ultrapassou a nossa humanidade”. Essa frase, do cientista Albert Einsten, reflete um paradoxo pós-moderno: a revolução tecnológica frente a perda de empatia para com os surdos em nosso país. Visto que, o preconceito e a falta de investimentos públicos vão de encontro à formação educacional dessa minoria.
Em primeiro lugar, nota-se que o preconceito sofrido por esses portadores de deficiência é uma das características difundida por uma parcela considerável da sociedade. O processo de socialização classificado como habitus secundário perpassa as realidades e as características de uma determinada sociedade. Dessa forma, concepções cristalizadas e preconceituosas como por exemplo: a deficiência ser um obstáculo, ou até mesmo a concepção de incapacidade de os surdos conseguirem obter alguma formação educacional; atrapalha na educação.
Concomitantemente, a inserção de surdo na educação vem diminuindo. Segundo dados do Inep, desde o ano de 2012 as matrículas na educação básica de ensino vem apresentando quedas significativas. Essa baixa inserção deve-se a falta de investimentos estatais para que efetive salas compostas exclusivamente por surdos onde a LIBRAS seja difundida.
Portanto, medidas são necessárias para solucionar os problemas. Para tal, O Ministério das Comunicações deve realizar campanhas midiáticas que tenham como base o respeito as diferenças, sobretudo, para aos surdos. Ademais, o Ministério da Educação deve propor um modelo ideal de ensino onde seja obrigatório professores de Libras com salas compostas exclusivamente por surdos.