ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 07/11/2017

Desde o princípio da história da humanidade ocorre um tipo específico de preconceito, que é a discriminação, negação ou indiferença feita contra deficientes. Isto, deve-se, principalmente, a ideia de que aquele o qual está privado de uma determinada característica biológica comum é, portanto, incapaz de tudo. Todavia, a ciência vem provando que essa concepção está cada vez mais ultrapassada e o que a mantém é a ignorância ou desonestidade de muitos cidadãos.

Faz-se necessário enfatizar que o sistema de Libras é um grande aliado na formação de um futuro mais positivo no Brasil. Uma nação onde cultive-se nas instituições de ensino a transmissão de conhecimentos de linguagem de sinais, provavelmente, formará indivíduos que respeitem as diferenças, por reconhecerem de forma séria e respeitosa o problema dos outros e por estarem aptos a interagir com os mesmos, tanto no âmbito profissional como social. Entretanto, isso precisa ser colocado em prática, o que não está ocorrendo no Brasil.

Há que se lembrar ainda que uma pesquisa feita por 2 pesquisadores da Universidade de Warwick, Reino Unido, revelou que: as instituições educacionais que ensinam mais de um método comunicativo, além dos idiomas, produzem profissionais que terão chance maior, aproximadamente 20% mais, de sucesso no mercado de trabalho. Ainda sim, se tem o exemplo prático do cosmologista, britânico, Stephen Hawking. O estudioso, diagnosticado com doença desmielinizante e degenerativa, conquistou feito únicos, descobriu coisas inéditas na astrofísica e é um dos maiores influentes divulgadores de conhecimento da atualidade.

Dado o exposto, faz-se necessário ressaltar uma das frases do filósofo René Descartes e é nela que ele diz: “não existem soluções simples para problemas complexos”. Mas, primeiramente, o poder legislativo, apoiado pela influência do Ministério da Educação, deveria criar uma lei que regulamente, na prática, o ensino de Libras nas instituições de ensino e aquelas que não cumprissem teria sua qualidade rebaixada seguida de um prazo para a devida regulamentação. Além disso, O MEC deveria investir em palestras para os estudantes, ela seria realizada por professores ou sociólogos, que ensinariam a importância de respeitar os surdos.