ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 07/11/2017

Segundo dados do Inep, a matrícula de surdos na educação básica e especial segue em constante declínio desde 2013 em relação aos anos anteriores. Isso revela um cenário em que menos pessoas tem procurado estas instituições educacionais, seja por má qualidade ou até mesmo por preconceito que os alunos possam sofrer devido a sua condição. Dessa forma, medidas responsáveis por mudar efetivamente esse cenário precisam ser tomadas.

Primeiramente, é preciso destacar a necessidade de profissionais qualificados e de infraestrutura de qualidade para atender aos surdos em sua formação educacional. No Brasil, devido a falta de programas, são poucas as escolas que possuem assistentes de sala de aula com o objetivo único de transmitir a aula em linguagem de sinais, já que lamentavelmente elas se veem obrigadas a procurar por raras escolas que possuam este serviço, muitas vezes nem presente em sua região. Assim, não se possibilita a estes indivíduos exercerem seu direito a educação e consequentemente a uma vida plena e digna.

Em segundo lugar, deve-se ressaltar que muitos surdos sentem-se excluídos por causa da sua condição, Mesmo que possua-se acesso a escola, a interação social, fundamental para o desenvolvimento do ser humano, torna-se limitada, uma vez que são poucos os alunos que compartilharão da condição auditiva ou que saberão se comunicar por via da linguagem de sinais. Além disso, mesmo tendo passado por todo o processo de educação escolar e universitária, o indivíduo surdo ainda encontra barreiras no mercado de trabalho, já que sendo um cenário extremamente competitivo, muitas empresas não verão vantagens na contração de surdos frente a profissionais sem a mesma condição.

Diante disso, atitudes que incluam  de forma efetiva pessoas com dificuldade auditiva na sociedade precisam ser tomadas, O Governo Federal em conjunto com o Ministério da Educação deve tornar obrigatória a presença de assistentes para alunos surdos dentro de sala de aula. Também é preciso que o ensinamento da linguagem de sinais torne-se uma matéria escolar, diminuindo em grande parte a barreira comunicativa. Além disso, quando se refere ao mercado de trabalho, é necessária a criação de cotas de contratação para surdos dentro de empresas, impedindo a discriminação em contratações.