ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 07/11/2017
Promulgado pelo congresso nacional em 2015,o Estatuto da Pessoa com Deficiência assegura constitucionalmente,direitos e oportunidades para pessoas com limitações de longo prazo,sejam estas físicas,sensoriais,mentais,ou outras.Diante disso,é dever do estado brasileiro promover a inclusão de cidadãos com deficiência auditíva,garantindo à essas pessoas uma formação educacional baseada em respeito e equidade.
Contrariando a proposta defendia pela constituição cidadã,o acesso à educação por grande parte da população surda brasileira encontra uma série de obstáculos.Segundo a lei as instituições de ensino devem estar preparadas,disponibilizando aulas e tradutores da linguagem de libras,bem como outras ferramentas para garantir um ensino adequado aos deficientes auditívos. Contudo,muitos estabe-lecimentos de ensino,principalmente privados,negam-se a oferecer esses serviços e até recusam a matrícula de estudantes surdos,fato esse que se relaciona à crescente redução no ingresso de surdos na educação básica entre 2012 e 2016.Diante de tantas barreiras a ideia de acessibilidade se desfaz e os surdos privados de educação passam a ser “indiretamente” segregados.
Outro desafio a ser enfrentado é a condição dos deficientes auditívos já inseridos no sistema de ensino brasileiro.O preconceito enraizado,fruto de um longo processo de segregação e exclusão de deficientes ao longo dos séculos,é uma das principais dificuldades enfrentadas no dia a dia.Apesar de matriculados,estes estudantes são em alguns casos afastados do convívio social por seus colegas e acabam por perder o prazer em participar de atividades educacionais,situação que limita o desenvolvimento de suas habilidades.
Afim de fazer valer as medidas do Estatuto da Pessoa com Deficiência,é necessário garantir a inclusão e a autonomia dos estudantes surdos,através de uma participação justa no sistema educacional brasileiro.Visando este objetivo,o ministério da educação deve ampliar a quantidade de classes especiais voltadas à população surda,bem como deve expandir os programas de ações afirmativas ao ensino básico,evitando casos de negligência e fazendo cumprir o direito à educação.Em paralelo o ministério da justiça necessita imprimir sanções jurídicas as instituições de ensino que se negarem a adaptar-se às necessidades dos deficientes auditívos. Por fim,a sociedade como um todo deve investir em campanhas de conscientização,voltadas principalmente para estudantes,que combata a intolerância e transforme escolas e universidades em um ambiente agradável aos surdos.