ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 07/11/2017

Em um dos filmes mais célebres da atualidade, o título 300 retrata, em alguns aspectos, a dificuldade de deficientes em serem aceitos socialmente. Fora das telas, a inserção de deficientes auditivos nas escolas brasileiras tem se tornado cada vez mais difícil, sendo necessário a tomada de providências.

Em primeiro lugar, é necessário destacar os desafios sociais que surdos estão propícios a viver nas instituições de ensino. Immanuel Kant acreditava, segundo sua corrente de pensamento, que a educação é a base do homem. Nesse sentido, é notório o fato de que, nas escolas, os principais desafios são: o bullying sofrido por quem tem problemas auditivos e a exclusão por meio de atividades educacionais ou, até mesmo, na convivência social.

Entretanto, esse problema está longe de ser resolvido. Por mais que a Constituição de 1988 afirme que todos os cidadãos são iguais perante a lei, é indubitável o fato de que politicas governamentais não se fazem suficientes. De acordo com a Lei do Direito à Educação, é obrigação do Estado oferecer inclusão social e o ensino de Líbras nas escolas. Porém, esse mesmo Estado não financia o aprendizado da língua para professores. Com isso, segundo dados do INEP, o número de matrículas de deficientes auditivos nas escolas vêm caindo mais do que as de pessoas comuns desde 2011.

Portanto, urge a necessidade de medidas para resolver o impasse. Segundo o ator Paulo Autran, o preconceito é fruto da ignorância. Desse modo, é dever do MEC (Ministério da Educação) promover cursos gratuitos de Líbras para professores, alunos e funcionários das instituições de ensino. Com isso, uma vez que todos conseguem se comunicar, o número de deficientes auditivos fora das escolas diminui, ao passo que, a inclusão social aumenta.