ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 07/11/2017

De acordo com a teoria da tábula rasa de Jhon Locke, a mente humana é como uma tela em branco, preenchida por experiências e influências. Partindo-se desse pressuposto, percebe-se que o sistema educacional atua como centro mediador desse processo, formando o desenvolvimento sócio-intelectual do indivíduo. No entanto, esse conhecimeo nao alcança todos na mesma proporção. Considerando-se que, a Instituição do ensino brasileiro é marcado por desigualdades no que tange a inserção dos portadores de necessidades especiais, essencialmente os surdos, como consequência, esse grupo é estigmatizado no meio social.

Em uma primeira abordagem, deve-se analizar o papel da Constituição sobre essa questão. De acordo com Durkheim, a carência de normatização das relações sociais e a insuficiência das instituições de justiça levam a desestruturação da coesão social. Seguindo a linha desse pensamento, percebe-se que essa problemática pode ser encaixada na teoria do sociólogo. Considerando-se que a inserção dos indivíduos surdos na sociedade, é dificultada, sobretudo pela falta de investimentos em programas que solidifiquem a base dessa sociedade e do negligenciamento do poder político para propor mudanças nesse quadro. Por conseguinte, essa parcela da sociedade fica exposta a vulnerabilidade.

Sob essa ótica, deve-se destacar um prejuízo na qualidade de vida desses indivíduos. Considerando-se que, o ensino formal no país é marcado por preconceitos contra esse grupo, como consequência, eles ficam isolados no meio social e podem apresentar desequilíbrios emocionais. De acordo com o Imperativo Categórico Kantiano, a dignidade humana é o valor do que se reveste tudo aquilo que não tem preço, ou seja, não é substituída por um equivalente. Nesse sentido, quando os direitos humanos são avultados apresentam, como consequência, retrocessos a criação de uma sociedade que respeite o processo de humanização.

Destarte, desprende-se  que a dificuldade da inserção dos surdos na educação está calcada em questões sócio-políticas. Logo, torna-se imperativo, o Governo Federal em conjunto com o Ministério da Educação introduzir um plano estrutural dentro das escolas que ofereça suporte para esses indivíduos e na capacitação dos professores. Concomitantemente, é importante preparar profissionas dessa área para que estimulem a participação dos surdos, quebrando o paradigma de preconceito. Em síntese, materializando-se tais medidas, a teoria de Locke possa ser alcançada no país.