ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 07/11/2017

De acordo com Paulo Freire, é preciso que o homem compreenda sua realidade para poder levantar hipóteses e propor soluções. Assim, quando se pensa em inclusão de pessoas surdas no sistema educacional e sua formação, é necessário que a escola tenha profissionais capacitados e colegas de classe contribuindo para um ambiente acolhedor.

Muitas escolas não possuem profissionais capacitados para acolher o aluno com deficiência auditiva. Isso porque professores, pedagogos ou até mesmo psicólogos têm ao longo de sua formação disciplinas voltadas para o aprendizado de libras, mas, muita das vezes, falta treinamento mais efetivo desses profissionais da educação, com aulas práticas nas universidades, com a participação dessas pessoas de necessidade especial. Assim, esses profissionais não instruídos o suficiente não só para dar suporte de ensino de qualidade como também não preparados para inserí-los na vida em sociedade e no mercado de trabalho.

Além disso, há a dificuldade de convivência por parte dos colegas de classe. Os alunos na sala de aula, muita das vezes, não tiveram a oportunidade de se relacionar com pessoas portadoras de deficiência auditiva, observando tal realidade com certo estranhamento. Esse fato afeta a formação dessas pessoas, uma vez que é necessário elas se sentirem inseridas no ambiente escolar vendo que são respeitadas, fortalecendo sua dignidade como futuro cidadão.

Portanto, é necessário que a escola discuta sobre a inserção de surdos na instituição com os alunos, através de sua abordagem nas disciplinas de Filosofia e Sociologia, dialogando sobre a importância do respeito às diferenças, a fim de promover a melhor inclusão e formação de jovens portadores dessa deficiência.