ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 07/11/2017
No livro “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, Machado de Assis retrata Eugênia, personagem que é rejeitada pelo protagonista por ser “coxa”. Fora da literatura, o preconceito contra deficientes se difunde na sociedade atual, como na falta de acesso à educação para a formação de surdos no Brasil.
Embora a Lei nº13.146, art.28 assegure a educação de qualidade à pessoas com deficiência, falta investimentos por parte do governo. As escolas, em sua maioria não tem infraestrutura e falta profissionais capacitados para a oferta de ensino da Libras, do sistema Braille e uso de tecnologia assistiva para ampliar habilidades funcionais dos estudantes.
Outrossim, destaca-se a dificuldade da inserção de deficientes auditivos no mercado de trabalho. Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, vivemos em uma “Modernidade líquida”, onde a intolerância surge a partir da falta de empatia e individualismo. O afastamento de deficientes pode-se encaixar no conceito de Bauman, uma vez que falta espaço para esse grupo em diversos âmbitos.
Torna-se visível, portanto, que há inúmeros fatores contribuintes para a situação problemática. Desse modo cabe ao governo efetivar as leis com mais rigor, afim de assegurar educação de qualidade à pessoas com deficiências, fornecer cursos de libras para devida capacitação dos profissionais e implantar nas escolas tecnologias que visem alcançar o máximo desenvolvimento possível. Faz-se necessário também o papel da mídia, para a realização de campanhas e propagandas voltadas para a valorização de diferenças.