ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 07/11/2017
Historicamente, no Brasil Colônia, algumas tribos indígenas matavam crianças que apresentassem algum tipo de deficiência física. Na conjuntura hodierna, por sua vez, ainda que se tenha alcançado avanços a respeito da inclusão de deficientes na sociedade, eles ainda carregam a visão estereotipada de incapazes e inúteis, a exemplo das pessoas com deficiência auditiva. Desse modo, é imprescindível discutir não só sobre essa falsa evolução na sociedade brasileira, como também de como o meio influencia na educação desses cidadãos.
De acordo com a teoria da seleção natural de Charles Darwin, somos frutos de processos evolutivos. No entanto, analogamente, essa evolução não ocorreu 100% no que tange à inclusão de deficientes auditivos. Prova disso é, de acordo com o Inep, que, aproximadamente, apenas 28 mil deficientes auditivos se matricularam em escolas, comuns e especias, para buscar uma formação em 2016. Ademais, se desde cedo a criança aprende a não respeitar os deficientes auditivos, é isso que ela reproduzirá quando adulta, passando esse preconceito através das gerações. Logo, é indubitável que por causa, principalmente, de todo preconceito que sofrem alguns surdos preferem se isolar em suas casas do que buscar uma formação.
Segundo a visão determinista do século XIX, o ser humano é consequência do meio em que vive. Por isso, é inquestionável que se falta escolas especiais no Brasil, o que ocorre, muitos deficientes auditivos tentam frequentar escolas comuns, sem a mínima estrutura para atendê-los, como a falta de professores que saibam libras. Assim, em meio a tantas dificuldades torna-se quase impossível concluir os estudos, o que prejudica ainda mais a inserção no mercado de trabalho.
Evidencia-se, portanto, que os surdos sofrem pela herança ideológica e cultural que carregam. Dessa maneira, é imperioso que o Governo Federal e o Ministério de Educação, em ação conjunta, invistam em escolas especiais e em cursos profissionalizantes para atender a esses deficientes, estimulando-os a buscar a inclusão por meio dos estudos, para que sejam tratados com igualdade na sociedade. É mister que a mídia, com apoio do Governo, lance campanhas publicitárias na TV e internet que alertem a população dos prejuízos em discriminar esses cidadãos, para que eles não se privem da educação. Assim será possível garantir a igualdade tão sonhada.