ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 07/11/2017
Os desafios que os deficientes vivenciam é histórico. Na Grécia Antiga, por exemplo, os deficientes da cidade-Estado de Esparta eram lançados ao mar. Atualmente, mesmo com o Estatuto da Pessoa com Deficiência, vigente de desde 2016, a questão da formação educacional dos surdos constitui um pleno desrespeito à esse estatuto, já que, muitas vezes, não há profissionais capacitados para auxiliá-los, bem como após a formação dos deficientes auditivos há pouca inclusão no mercado de trabalho. É inegável a dificuldade das instituições educacionais em possibilitar um ensino de qualidade aos surdo, assim como formá-los, dado que poucas escola possuem professores capacitados para atender às necessidades desses indivíduos efetivamente. Isso ocorre diante do pouco investimento público para incluir esses cidadãos, uma vez que faltam materiais, como livros em braille. Além disso, mesmo com políticas inclusivas, como as cotas, como as cotas do ENEM, que permitem aos surdos cursarem o ensino superior, ainda é pouca a quantidade de surdos formados em curso superiores. Isso porque é falha a educação básicas destes, pois as dificuldades enfrentadas impedem que os deficientes auditivos aprendam com a mesma efetividade que um cidadão não deficiente. Exemplo disso é evidenciado nas notas para cursar medicina na UFMG, em que a diferença entre a nota do cotista deficiente e da nota de ampla concorrência chega a em média 200 pontos. Com isso, torna-se perceptível como é falho o ensino aos surdos, já que caso não haja um boa base dificilmente esse indivíduo conseguirá o diploma superior.
Outro tópico importante é a pouca valorização do deficiente auditivo no mercado de trabalho, uma vez que devido a sua condição física observa-se a ideia errônea de que sua função não terá o rendimento igual de uma pessoa não deficiente. Isso ocorre devido ao preconceito enraizado socialmente, como é ilustrado pelo livro ‘Modernidade Líquida”, vivemos em uma sociedade prezadora do individualismo, assim, observa-se uma população que não se coloca na situação do outro, ou seja, não é altruísta e, por isso, muitas vezes, menospreza as diferenças. Consequentemente, percebe-se a desvalorização do trabalho dos surdos de modo equivocado,em que ainda é preciso ter cotas para inclui-los em empresas.
Logo, cabe ao Ministério da Educação adequar as escolas para esses cidadãos. Para isso, faz-se necessário promover cursos para os professores aprenderem a linguagem de libras, sendo obrigatório que todas as licenciaturas tenham esse curso no currículo, bem como o Ministério da Educação deve mapear as escolas em que a maior demanda de materiais para os surdos, por meio de um aplicativo, feito pelo governo municipal, para possibilitar uma melhor acesso à educação. Ademais, a mídia deve promover campanhas de conscientização sobre o preconceito nas telenovelas.