ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 07/11/2017

Não calem quem não ouvi

Segundo o filósofo Jean J. Rosseau, o estado democrático deve garantir igualdade a todos. No entanto, o panorama brasileiro atual revela o contrário do pensamento de Rosseau, pois nem todos os indivíduos possuem direitos igualitários. Em virtude disso, concebe-se dois agentes que contribuem para os desafios da formação de surdos no Brasil quanto ao contexto educacional: a precarização do ensino no país e o preconceito para com os deficientes auditivos.

Em primeiro lugar, o ensino brasileiro, principalmente o público, não possui estrutura para acolher o portador de qualquer que seja a deficiência e, isso, compromete o desenvolvimento educacional desse grupo. Além disso, o país não possui professores preparados para trabalhar, exclusivamente, com os “surdos”, a linguagem de sinais não faz parte do currículo básico da grande maioria das escola. Sendo assim, é primordial que se amplie o acesso dessa parcela da população aos ciclo escolar, para que esses venham a se desenvolver no meio acadêmico.

Somando-se a isso, a sociedade em sua construção crio o pensamento de repulsão para com aqueles que possuem qualquer tipo de malformação. Na Grécia Antiga, por exemplo, as crianças que nasciam com algum tipo de anomalia tinham suas vidas tiradas, pois não serviam para o exército. Com isso, é ingênuo observar tal analogia na contemporaneidade, em que os deficientes auditivos são excluídos do meio que vive e não possuem ferramentas disponíveis para viverem como cidadãos. Ademais, essa prática contribui para a exclusão social e o ofendido se retrai perante tal situação.                   Salienta-se, portanto, que a problemática apresenta dois agentes que contribuem para o desenvolvimento educacional dos “surdo” no país, o a precaridade só ensino e o preconceito para com eles. Para isso, o Governos Federal, em parceria com o Ministério da Educação, deve criar programas para capacitar, em nível nacional, todos os professores envolvidos com o ensino, esses por meio da língua de sinais e, por conseguinte, aplicar em sala de aula. Além de investir em escola mais adaptas e com infraestrutura para o acolhimento de qualquer cidadão . Além do mais, deve-se criar oficinas, palestras e projetos, por partes de ONGs, setor privado e comunidade em geral, para que o preconceito contra o portador dessa deficiência seja combatido.