ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 07/11/2017
Aristóteles, filósofo grego, afirmava que o ideal era tratar os indivíduos iguais na medida que se igualam e os desiguais na medida que se desigualam. Entretanto, atualmente no Brasil, esse ensinamento não é seguido. Nessa perspectiva, a educação brasileira não supre as necessidades de aprendizado dos surdos, visto que, a falta de capacitação profissional dos professores, bem como a ausência de estrutura escolar adequada são causas dessa problemática. Diante disso , é necessário promover discussões sobre o tema, as quais objetive medidas de equidade para os deficientes.
Em primeiro lugar, os professores carecem de instrução profissional para ensinarem os deficientes auditivos de maneira correta. Pois, diante das limitações apresentadas pelos discentes, os docentes acabam negligenciando a qualidade das aulas e, com isso, afetando negativamente o aprendizado dos alunos.Como consequência, percebe-se, nos últimos quatro anos, uma evasão dos surdos nos setores mais básicos escolares.
Além disso, há nas escolas uma defasagem estrutural para acolher esses deficientes. Nessa perspectiva, isso ocorre devido a raízes históricas, uma vez que, deficientes, não só auditivos, foram sempre marginalizados na sociedade. Prova disso, era o que ocorria na Grécia Antiga, em Esparta, que jogavam crianças recém - nascidas deficientes de cima de um monte( Taigeto). Ademais, o médico Joseph Mengele, da Alemanha Nazista, fazia experimentos com Judeus deficientes em nome da medicina.
Pode-se perceber, portanto, que as escolas brasileiras não estão preparadas para ensinar efetivamente deficientes auditivos. Logo, o Governo Federal, através do Ministério da Educação, deve promover palestras educacionais e minicursos sobre LIBRAS a professores e diretores escolares, visando uma melhor qualificação desses. Outrossim, a mídia, por meio do seu conteúdo publicitário, precisa divulgar esse projeto nos meios de comunicação disponíveis,televisão, rádio, redes sociais e internet. Por fim, ONG’s, aliadas ao primeiro setor, têm que desenvolver parcerias com empresas de aplicativos para surdos que objetive melhora do aprendizado mediante a utilização dos dois hemisférios cerebrais. Pois, só assim, construir-se-á uma sociedade mais justa e igualitária, como pregava Aristóteles.