ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 07/11/2017
Tratar os iguais de forma igual e os desiguais de forma desigual, de acordo com sua desigualdade, é um pensamento do filósofo Aristóteles que é aplicado em Estados Democráticos afim de gerar isonômia. Porém, tal conceito não é exercido de forma plena no Brasil, já que deficientes auditivos sofrem inúmeros desafios ao longo de sua formação.
A priori, desde a antiguidade clássica, os deficientes vêm sofrendo dificuldades para serem inseridos na sociedade. Na polis grega de Esparta, por exemplo, quem tivesse alguma dificuldade física era morto logo nos primeiros anos de vida. Atualmente a exclusão acontece de maneira mais sutil, pois mesmo com a Carta Magna determinando seus direitos, é muito comum observar escolas públicas sem o menor preparo para receber pessoas especiais.
A posteriori, a falta de professores preparados para lidar com surdos na educação básica torna tudo mais difícil. Pois, com o advento da tecnologia, é muito comum observar que materiais audiovisuais, educativos ou não, são disponibilizados em Libras e com legendas em português. Porém, se não houver o devido cuidado nas fases de alfabetização bilingue dessas pessoa, tais tentativas de inclusão são inúteis.
Entende-se, portanto, que medidas são necessárias para resolver o impasse. O Estado deve fazer valer a constituição e inspecionar as escolas públicas para checar se existem profissionais adequados. Também é importante criar incentivos fiscais para que instituições privadas ofereçam bolsas de estudo e infraestrutura para os deficientes, pois, só assim, a isonomia será alcançada