ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 07/11/2017
Em um país com uma ampla diversidade cultural e social, muitos grupos são excluídos da sociedade. No Brasil, a problemática da não inclusão de deficientes auditivos no sistema educacional é algo que deve ser observado com uma maior cautela pelas autoridades, visto que esse ato fere a lei de número 13.146, sancionada em julho de 2015.
Primeiramente, deve-se analisar a principal causa do impasse: a exclusão social. Segundo o sociólogo francês Émile Durkheim, o fato social encontra-se presente na coletividade, impondo paradigmas formais aos indivíduos. Nesse contexto, a exclusão de surdos nas escolas e faculdades é algo notório no Brasil, uma vez que eles não se encaixam em uma ‘’normalidade’’ instituída pelos cidadãos e, principalmente, pelos meios de comunicação. Diante disso, nota-se a intolerância e o preconceito enraizado na sociedade vigente, perpetuando atitudes que provocam retrocesso.
Além disso, as instituições de ensino, principalmente, do setor público, não possuem uma estrutura propícia para receber os alunos especiais, o que resulta em um futuro sem formação profissional e com dependência dos seus responsáveis. Outrossim, o não conhecimento amplo da sociedade da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) corrobora com a falha inserção dos surdos no âmbito profissional, mesmo quando o deficiente possui uma formação acadêmica. Dessa forma, se não houver reformas no modo de pensar e agir da sociedade o resultado será que essa se tornará ainda mais individualista e etnocêntrica.
Portanto, medidas devem ser tomadas, em caráter de urgência, para resolver a problemática. O Governo Federal deve acionar o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para que haja uma maior fiscalização nas instituições de ensino e empresas que negligenciam a inclusão de surdos em seus âmbitos, multando os locais que não cumprem com a norma. Ademais, deve existir uma maior divulgação e conhecimento da LIBRAS por meio dos meios de comunicação, conscientizando os ambientes a obterem esse recurso e visando uma maior inclusão dos deficientes auditivos na sociedade, ação que caberia ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR).