ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 07/11/2017

Violência. Negligência. Discriminação. Ser deficiente auditivo no Brasil é um desafio diário. Em relação à educação, pesquisas apontam que cada vez menos surdos são matriculados na Educação Básica. O despreparo do sistema educacional em acolher tais indivíduos é notado numa análise crítica a seus embasamentos teóricos, transfigurados diariamente numa realidade opressora.

Primeiramente destaca-se que o ambiente escolar, para o deficiente, é potencialmente desafiante. Apesar de ser reconhecida na Constituição como segunda língua oficial no país, o ensino de Libras (Lingua Brasileira de Sinais) não é obrigatório nas escolas. Assim, a maioria dos professores não está capacitada a se comunicar com um possível aluno surdo. Embora a lei 13.146 da Constituição assegure o direito à educação de surdos, a realidade é de uma dificuldade comunicativa que pode até mesmo impossibilitar o aprendizado do aluno.

Nesse cenário opressor, já apresentado como consequência de falhas teóricas, as consequências individuais ao portador de doença auditiva são devastadoras. Assim como abordado no filme japonês “A voz do Silêncio”, que retrata a tragetória escolar de uma menina surda, estes indivíduos são potenciais vítimas de bullying e de doenças como depressão e ansiedade. Dessa forma, facilmente abandonam a escola e desistem de uma possível vida acadêmica.

Destarte, considerando tal qual exposto que o sistema educaional brasileiro não está adaptado a fornecer devida inclusão aos deficientes auditivos, são necessárias medidas urgentes e paliativas aliadas a um projeto amplo e a longo prazo para mudanças no cenário. Assim, é impressindível fazer uso da tecnologia em primeiras etapas: aulas, material didático e instruções completas voltadas tanto aos alunos quanto aos professores devem ser disponibilizadas online em portais específicos, e para isso o Ministério da Educação deve contar com ajuda de ONG’s atuantes. Além disso, futuramente, estes orgãos devem capacitar os educadores a lidar - educar e incluir - com deficientes auditivos, com cursos presenciais obrigatórios.