ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 07/11/2017

Os Estados Unidos, referência em desenvolvimento econômico, são um bom exemplo de que investimentos em educação gera bons frutos, de acordo com o jornal BBC. Em contrapartida, no Brasil, a realidade do ensino tem sido bem distinta, principalmente para os indivíduos com necessidades especiais, como os surdos. Tendo isso em vista, o preconceito e a ausência de profissionais qualificados explicam os desafios enfrentados para a formação educacional de surdos no país.

Em meados do século XX, na Segunda Guerra Mundial, pessoas negras, judias e portadores de deficiência eram perseguidas e sofriam graves preconceitos. Na contemporaneidade, esse fenômeno tem sido bem preocupante, pois as dificuldades de serem incluidos no meio social já começa na escola. Isso acontece pelo fato de muitos jovens praticarem bullying, usando de violência física ou verbal contra o outro. Desse modo, os deficientes auditivos acarretam danos psicológicos, como depressão, medo de saírem de casa, irem ao colégio e sofrerem ameaças e agressões. Além de uma grande parcela desistirem de concluir os estudos.

Outrossim, segundo dados do jornal Folha de S. Paulo, cerca de 43,2% dos profissionais formados não sabem ou não fazem uso da Libras. Isso ocorre pela falta da disciplina na grade curricular das universidades públicas ou privadas. Além disso, as empresas não terem como requisito, para contratarem os empregados, um curso de Libras.

Portanto, tornam-se necessárias medidas para resolver essa adversidade. Para isso, cabe ao Governo implementar meios de comunicação nas escolas, empresas e praças públicas para denunciar qualquer tipo de preconceito cometido contra um deficiente auditivo, com consequências de punições, como multas ou cadeia. Paralelamente, o Ministério da Educação deve colocar na grade curricular dos universitários dois semestres de Libras, porquanto aumentará a igualdade e a ajuda que os surdos precisam na sociedade.