ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 07/11/2017

Desde a chegada oficial da coroa portuguesa ao Brasil no século XVI, cultiva-se a ideia de que o acesso a educação não é para todos. Entretanto, a Constituição Federal Brasileira garante e diz em seu texto que a educação é um direito de todos os cidadãos. Por conseguinte, contrariando o que diz a Lei Maior do País, presenciamos a exclusão de pessoas com deficiência auditiva, fazendo com que a ideia cultivada no século XVI, se torne uma realidade hoje.

Segundo Clement Attlee, a democracia se inicia de fato quando os direitos da minoria são respeitados pela maioria, seguindo este pensamento, fica claro e evidente que no Brasil os direitos de surdos não estão sendo plenamente respeitados pela maioria da população, apesar da Libras ser reconhecida como segunda língua oficial do país, o preconceito ainda persiste.

Contudo, é preciso que O Ministério da Educação promova a difusão da Libras como meio de comunicação, é necessário incluir na grade curricular das escolas, ampliando desde o ensino primário ao médio. Somado à isso, o Ministério do Trabalho tem o dever de intensificar a fiscalização junto as empresas públicas e privadas, no que diz respeito a contratação de pessoas com deficiência auditiva, pois mesmo após formados seus currículos são rejeitados, seguindo um pensamente arcaico que diz que um deficiente produz menos.

O Governo Federal deve destinar 3,5% da arrecadação de tributos para a construção de mais escolas inclusivas e capacitação de professores. Dessa forma, ampliando o acesso a educação para surdos, podemos prevê uma melhora significativa, pois segundo o Politico e Ativista Nelson Mandela a educação é a melhor arma para mudar o mundo e a condição social de um individuo, independentemente da sua deficiência, raça ou cor.