ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 06/11/2017

Visão, audição, tato, paladar, olfato. A sociedade do século XXI está inserida em um contexto no qual há uma super estimulação dos sentidos. Conversa-se por chamadas de voz e vídeo,assiste-se clipes musicais no último volume, come-se alimentos com potencializadores de sabor e aromatizantes artificiais. Em decorrência da dependência total de todos os sentidos temos uma sociedade despreparada para lidar com indivíduos que possuem restrições em algum deles,e a surdez merece destaque,pois caso lidemos de forma inadequada com essa condição estaremos deixando sequelas na base da formação dos indivíduos.

Segundo a constituição brasileira é direito do deficiente ter sua educação assegurada,no entanto não é o que temos observado. Nos últimos seis anos o número de alunos surdos matriculados na educação básica vem caindo. Isso se deve à falta de incentivo para que o surdo vá à escola, o que em conjunto com a pouca fiscalização do previsto em constituição corrobora para que a negligência permaneça.

Após transposta a barreira do ingresso na instituição escolar o surdo se depara com um novo impasse: professores e colegas despreparados para recebê-los. A oralidade sempre foi peça chave para que o conhecimento fosse passado adiante; desde a educação africana, na qual havia um mestre encarregado de passar oralmente a história da tribo, até as músicas usadas como método didático por alguns professores atualmente. Essa naturalidade causou uma acomodação que mascarou a necessidade da inclusão das Libras como matéria nas licenciaturas e também na educação básica,para que dessa forma os surdos não mais fiquem isolados em sala de aula.

Em síntese, nota-se que a exclusão dos surdos se dá por negligência governamental,social e escolar. Por isso é importante que essas três esferas visem à solução em conjunto. É necessário que o governo faça os direitos já previstos em constituição serem cumpridos,por meio de leis que tornem o ensino de Libras obrigatório no ensino básico,para que dessa forma a sociedade possa de fato incluir o deficiente auditivo de maneira integral. Assim caminharemos para uma sociedade menos excludente e mais justa para todos os cidadãos.